O salto

By Alú Rochya - julho 02, 2020

O salto quântico

"O amor é terapia. 
No mundo não há outro tratamento senão o amor. 
É sempre o amor que cura, porque o amor faz você inteiro".  
-Bert Hellinger-

O átomo é uma unidade básica da matéria e acreditou-se que ele seria alguma coisa assim como uma esfera, como uma bolinha de ping-pong mas hoje se sabe que ele está organizado como um minúsculo sistema planetário. Ele tem um núcleo central de partículas chamadas protões (de carga elétrica positiva) e neutrões (carga neutra) envolto por uma nuvem de outras partículas chamadas eletrões (de carga negativa).

Os eletrões giram orbitando o núcleo atraídos por força eletromagnética, do mesmo modo em que os planetas orbitam o Sol. Tudo o que existe cá, no planeta, está constituído por átomos e fora do planeta a conformação parece ser igual. Daí a coincidência entre cientistas e budistas na afirmação de que nós somos poeira das estrelas, feitos da mesma coisa: átomos.   

A física quântica indica que quando o elétron que está orbitando num determinado nível energético ganha uma quantidade de energia exatamente igual à diferença de energia que há para um nível mais alto, ele salta para esse nível. E esse salto é chamado de salto quântico.

Albert Einstein nos ensinava que tudo é energia. E nessa energia viaja a informação de tudo, o que nos permite dizer que tudo é informação. Aquela diferença de energia/informação que recebe o elétron lhe permite passar de uma orbita do átomo a outra. Nós,  constituídos por átomos, também podemos dar um salto quântico passando a outro nível de vibração energética/informativa  ou seja uma freqüência mais elevada de nossa consciência. Se temos mais informação, isso permite ampliar nossa visão das coisas e ver a realidade de um modo mais integral e, ao mesmo tempo, mais simples.

Um exemplo: aceitar a existência do amplo leque de sexualidades e gêneros que se expressam hoje só é possível se temos informação da presença dessas diversidades no mundo; caso contrário, entenderíamos aquilo que simplesmente é diferente como uma anomalia. É isso mesmo que certas pessoas acham, que qualquer sexualidade ou gênero diferente da dualidade macho/fêmea ou homem/mulher é algo anômalo, uma doença que precisa ser curada ou seja devolvida à dualidade. Há quem chame essas pessoas de ignorantes. E são, elas ignoram, carecem de certa informação. O estado vibratório delas é mais denso, mais pesado, mais lento, menos abrangente e assim são menos perceptivas da informação existente.    

Uma coisa similar acontece quando se fala que vidas negras importam. Bom, para quem é perceptivo, quem tem mais consciência é apenas uma obviedade basada na observação direita que nos revela que tudo o que é vida importa pois tudo é interdependente e, assim, esse tudo faz parte de um sistema autossustentável. Dar importância, no caso, é respeitar toda forma de vida pois nossa própria vida depende disso tudo.

Quer dizer, quando conseguimos enxergar que a única verdade é a realidade, aquilo que simplesmente é, bem além de nossas idéias/imaginações/suposições/preconceitos/etc, um véu cai e a gente vê um monte de coisas que antes não via. A gente passa a ter um maior grau de consciência. Nesse despertar, nesse abrir de olhos para ver melhor começa a preparação para dar o salto quântico.

Alguém disse: "a natureza não da saltos".  Sim, correto, até o dia que dá. Pois é, trata-se apenas de acúmulo de informação até obter a quantidade de dados que projetam o sujeito para uma outra realidade. A mesma coisa que acontece com o estudante que vai acumulando informação durante o ano e ao completar o registro de tudo que é desse nível dá um salto para o nível seguinte. Ele aprova uma matéria mas não é promovido para a seguinte série ou ano; aprova outra e também não e outra e também não. Mas quando aprova todas as matérias ele coleta um bloco de informação que o coloca naturalmente no seguinte degrau. Qual seria o sentido dele permanecer no mesmo nível? Já recebeu toda a carga? Pronto, pode saltar para o seguinte nível. E salta.      

Mais espirituais, mais amorosos
Ao falar de salto quântico, os mestres espirituais sinalizam para um salto a outra dimensão de consciência, a outra freqüência vibratória de todo o que nós somos que nos permite acessar outro nível de informação, ver as mesmas coisas que todo mundo vê porém vendo o que nem tudo mundo vê. Se passaria da terceira dimensão para a quarta dimensão -ou a quinta, se for o caso. Seria o seguinte passo de nossa evolução, quando deixaríamos de ser animais racionais para nos converter em seres humanos espirituais, com um raciocínio mais abrangente, mais profundo, mais elevado, emfim mais amoroso.

Quando uma criança de 2 ou 3 anos de idade, começa a andar e correr, a miúde ela cai no chão, se machuca, sente dor, se assusta e, fazendo uma descarga emocional de tudo isso, chora. Geralmente, perante a cena, os adultos reagem de três maneiras: 1) Aqueles que ficam olhando e dão uma risada, deixando que a criança se vire; 2) Outros - talvez uma mãe ou um pai- que dão uma bronca na criatura e cominam ela a não tentar mais correr e ficar quietinha; 3) Aqueles que chegam na criança, botam ela no colo, deixam ela chorar e esvaziar a emoção, falam "está tudo bem", limpam um pouco a poeira e a ferida, secam as lágrimas e mandam a criança a continuar brincando, andando, correndo, experimentando. 

As pessoas do ponto 1) têm uma visão animal; fazem o mesmo que faria uma égua, um garanhão com seu potro, observar e deixar o filhote experimentar para ele aprender. Os do ponto 2) reagem com uma atitude cultural; numa sociedade organizada tudo tem que estar encaixado em certa ordem, mesmo que seja preciso reprimir certos desejos.  Já os do ponto 3) agem com uma atitude espiritual; sentem/sabem que aí há um alma limitada por um corpo orgânico ainda pequeno e inexperiente que não dá conta dos anseios de voar que a alma tem. E que, assim, será o decorrer da vida dessa alma aqui na Terra, com limitações, com obstáculos, porém nem por isso deve represar sua vontade. 

Então essas pessoas que fazem com a criança? Se fazem presente junto a ela, abraçam ela, acalmam ela, se solidarizam com ela, ajudam ela a limpar a ferida e encorajam ela a encarar de novo a vida, a dar volta por cima e continuar fazendo a experiência. Porque essas pessoas atuam desse jeito? Algo nelas disse que essa criança e elas são a mesma coisa, que todos somos um e que as dores do pequeno ser também doe nelas. Isso tem só um nome: amor. E é isso o que deveríamos fazer não apenas com as crianças mas com todas as pessoas pois todos somos almas. 

O amor é uma energia, por tanto uma força e uma quantidade de informação. É a maior força energética conhecida e a informação mais inteligente conhecida pois anima e empurra o ser para o exercício de tudo aquilo que sirva para sua evolução no mesmo sentido de expansão que o faz o universo. Qualquer coisa em contrário é mera burrice.                      

Por tanto, aquilo que pode nos permitir nos elevar em nossa vibração e desse jeito acessar mais informação para compreender melhor as coisas e assim andar mais harmonizados com a realidade (a única verdade) e ser felizes é o amor.  Não apenas o amor romântico mas um amor total, um amor incondicional por todos e por tudo.

Esse salto quântico que nos elevará da terceira para a quarta dimensão será na base da energia do amor (respeito, responsabilidade, cuidado, conhecimento, colaboração, sentido de unidade com o todo, compaixão, alegria...) e nos conduzirá em direção a uma nova humanidade. 

Você pode perguntar mas quando acontecerá essa mudança? Bom, ela já está acontecendo. É só abrir os olhos, levantar a cabeça para enxergar mais longe e mais amplo e perceber quantas mudanças profundas -até pouco tempo inimagináveis- já têm acontecido nessas dois ou três últimas décadas. 

Pode não parecer, pode acontecer que ainda resistamos a aceitar mas o mundo tal qual o conhecíamos desabou. A pandemia do coronavírus é um espelho para que a gente se olhe a si mesma e ao nosso redor. Estruturas organizativas, crenças, paradigmas estão sendo arrasados diariamente. Afinal já estamos vivenciando a transição planetária. Talvez o certo não seja esperar por um dia especial, um marco zero, um acordar repentino em meio à mudança total e sim nos preparar para fazer parte desse processo evolutivo que, inexoravelmente, irá a desaguar naquele dia total do salto quântico. A vara para nos impulsionar no salto já a temos, está no centro de nosso próprio coração.

Estamos docemente condenados a amar.✤
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